Saif al-Islam Kadhafi, filho do falecido líder líbio Muammar Kadhafi, foi morto a tiros nesta terça-feira (3) dentro de sua casa na região de Zintan, no oeste da Líbia. A informação foi confirmada por fontes próximas à sua família e por seu advogado.
De acordo com relatos preliminares, um grupo de quatro homens armados invadiu a residência por volta das 14h, desativou sistemas de segurança e travou um confronto com os guardas do local antes de executar Kadhafi. Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do ataque, e as motivações permanecem sob investigação.
Trajetória política e condenações
Saif al-Islam, de 53 anos, era visto como potencial sucessor de seu pai antes da revolução de 2011 que derrubou o regime. Nos anos seguintes, foi condenado à morte por um tribunal líbio e também alvo de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional por acusações de crimes contra a humanidade. Ele havia sido libertado em 2017 após uma anistia e mantinha um perfil discreto, embora ainda politicamente relevante.
A Líbia segue dividida entre governos rivais em Trípoli e no leste do país, com frequentes episódios de violência entre milícias. O assassinato de uma figura histórica como Saif al-Islam pode agravar as tensões no frágil cenário político local.
Seu advogado, Marcel Ceccaldi, disse à imprensa que estava ciente de “problemas de segurança” recentes envolvendo seu cliente. A equipe política de Kadhafi emitiu uma nota lamentando a morte e pedindo uma apuração independente. Enquanto isso, uma importante milícia ligada ao governo de Trípoli já negou participação no episódio.
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